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Empresa que mais parece casa


Estúdio com perfil doméstico permite "morar no trabalho"


Por Ângela Arraya | Fotos Kitty Paranaguá (divulgação)


 Painéis de vidro permitem o contato com o jardim dos fundos, assinado pela paisagista Daniela Infante

 

 

Workaholic convicta, a coreógrafa Ana Vitória queria instalar sua companhia de dança em um espaço funcional e despojado, com jeitão de casa. Afinal, a trupe precisava passar algumas noites literalmente debruçada no trabalho, mas sem abrir mão de conforto e praticidade. Há dois anos, a missão foi entregue à arquiteta Andrea Chicharo, que projetou uma estrutura mista entre residência e estúdio a partir da antiga casa de 207 m², no charmoso bairro carioca do Botafogo – a construção data de 1946 e é tombada pelo Patrimônio Histórico. Foi necessário preservar a fachada original e demolir toda a parte de dentro, mais recente, porém inacabada e inadequada aos propósitos da bailarina.

 

No térreo, a sala abriga o escritório da companhia, com direito a mesa de trabalho e armário de figurino; a marcenaria foi desenhada pela própria arquiteta. Para explorar o terreno estreito, as paredes foram “coladas” nas laterais. Espaços livres na frente e nos fundos garantem iluminação natural e ventilação cruzada

 

 

 

 

Bem despojado
Poucas paredes e grandes vãos apoiados por estruturas de aço aparentes (R$ 15 o kg) ampliam o espaço. “Além de garantir maior rapidez na obra, o esquema dispensou o uso de rebaixos em gesso, que diminuiriam o pé-direito nos pavimentos”, explica a arquiteta. O recurso também combinou com o piso de cimento feito na obra (R$ 10 o m²) e com algumas paredes originais que foram descascadas, mostrando os tijolinhos maciços de época.

 

O banheiro também serve de vestiário, por isso ganhou pastilhas de vidro (R$ 23 a placa) e ampla bancada ao lado da pia (R$ 890) para fazer maquiagens

 

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